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Pele de peixe se transforma em acessórios e objetos de decoração

O uso de couro de pescados e sua aplicação em artefatos não é algo novo. No século V, os povos indígenas Ainu – primeiros habitantes de Hokkaido no Japão – usavam a matéria-prima para confeccionar agasalhos e calçados. Na Idade Média, os inuítes – membros da nação indígena esquimó no Hemisfério Sul – usavam peles de peixe para o mesmo fim.

Porém, aqui no Brasil, o uso do couro do peixe começou a surgir na década de 1970. Nos últimos vinte anos sua aplicação vem sendo impulsionada devido à questões ambientais, apelo à sustentabilidade e forte identidade cultural.

Pele de peixe não é lixo

A pele proveniente da indústria pesqueira, que teria o lixo como destino, ganha um novo olhar depois do curtimento. Transforma-se em um couro de alta qualidade, cujo processo de produção se adequa à leis de preservação e sustentabilidade, gerando renda para diversas comunidades. No processo de transformar a pele em couro, são utilizados, em sua maioria, substâncias extraídas da flora, cascas de frutas e até borra de café, visando dar continuidade a um processo sustentável e ecologicamente correto.

O couro de peixe aparece na bolsa da Bottega Venetta e no tênis da Nike.

Exótico, resistente, versátil e inovador, o couro de peixe agradou diversos segmentos da moda e aparece em calçados, cintos, bolsas e acessórios. A matéria prima ainda garante autenticidade. Cada espécie de peixe possui diferentes desenhos em sua superfície, e cada peixe é único, não existem peles de pescado iguais e sua textura é impossível de ser reproduzida.

Mas dá pra fazer alguma coisa com a pele de peixes pequenos? Você pode se perguntar… O tamanho do couro do peixe, um dos fatores limitantes de sua utilização, foi superado através de processos de soldagem inovadores no qual os pequenos pedaços são “colados” entre si, formando mantas maiores e ampliando as possibilidades de aplicação.

Na moda, grifes de luxo como Dior, John Galliano, Prada, Salvatore Ferragamo, Bottega Venetta criam produtos usando peles de diferentes espécies de peixes. Na decoração, aqui no Brasil, a Emporio Beraldin explora o material em caixas organizadoras, assento de bancos, capas de almofadas, porta velas e outros objetos.

Couro de peixe na decoração

Ser sustentável significa preocupar-se tanto com a qualidade dos produtos quanto com os processos envolvidos na fabricação. E é exatamente assim que o Empório Beraldin se comporta no mercado. Desde que surgiu, há 25 anos, os produtos da marca são fabricados apenas com matérias primas naturais, trazendo um grande diferencial para a sua produção“, comenta Zeco Beraldin.

Almofadas e banco em pele de peixe (Pirarucu) da Empório Beraldin

O couro de peixe Pirarucu aparece aplicado na frente das almofadas retangulares e no assento do banco Varcato. As peles de Pirarucu, Salmão e Tilápia utilizadas pela marca provêm de peixes criados em cativeiro e são curtidas e tingidas com produtos não poluentes.  

Mesa lateral Biara revestida com pele de peixe (Salmão).

A pele de salmão aparece também na mesa lateral Biara da Empório Beraldin. O tingimento das peles é feito com extratos de origem vegetal e a marca possui uma cartela com 4 cores. Fornecidas também em placas, as peles podem ser utilizadas para revestir placas para parede, pequenos móveis e acessórios.

Na foto acima, a caixa Quadrato e a vela revestida com pele de salmão aparecem ao lado de caixa com tampa revestida com chifre bovino proveniente do descarte da indústria alimentícia, um material atóxico e biodegradável.

Para ver a linha completa de produtos com pele de peixe da Empório Beraldin, acesse emporioberaldin.com.br.

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