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MODERNISMO E BARROCO SE MISTURAM EM NOVA COLEÇÃO DE LUMINÁRIAS

Ouro Preto e sua história estão mais próximos da capital paulista, ao menos, durante a Semana de Design de São Paulo – em cartaz até dia 10 de outubro. A cidade mineira dá nome e é ponto de partida para a nova coleção de luminárias da Itens Collections

Desenhadas pela diretora criativa da marca, Mariana Amaral, as 15 peças – divididas em três grupos iguais de abajures, arandelas e pendentes – realizam o encontro de escolas artísticas e arquitetônicas que, à primeira vista, se contrapõem: o Barroco Mineiro e o Modernismo.

 

Mariana Amaral e a coleção Ouro Preto | Foto: Divulgação

 

Com linhas retas, modernas e precisas, as luminárias emprestam do movimento oitocentista o tom do ouro (nas chapas e tubos de latão polido) e a madeira acastanhada. Ambos referências ao casario colonial com suas portas e janelas trabalhadas e às igrejas e seus marcantes retábulos e altares do Ciclo do Ouro.

Os objetos também saúdam o conhecimento artesanal empírico, tão presente nas ladeiras das Minas Gerais, através do trabalho de dois artesãos do latão e um marceneiro, mestre de torno.

 

Abajur e arandela da coleção Ouro Petro, da Itens Collections, combinam latão polido e madeira

 

Ouro Preto é aqui

Quem passa pelo número 1.111 da alameda Gabriel Monteiro da Silva (aliás, um advogado nascido em Alfenas), no Jardim América, pode observar uma ambientação montada sobre a cor ‘Coroa Real’, da Suvinil. Na vitrine, também assinada por Mariana, parte da coleção Ouro Preto divide o espaço com oratórios antigos folheados a ouro e uma imagem do Divino, todos entalhados por artesãos mineiros.

 

Vitrine da Itens na Alameda Gabriel | Fotos: Divulgação

 

Na composição, ainda é possível ver exemplares do mobiliário moderno de Jorge Zalszupin – com destaque para as cadeiras Ouro Preto (1959-69). Para arrematar, a diretora criativa não deixou de incluir detalhes que nos fazem lembrar e refletir criticamente sobre o passado: passadeiras, cestos, colares de coco, conchas, açaís e jaris (entre eles um que remete a correntes e nos inquieta propositalmente sobre a terrível escravidão do período colonial) e vasos, usados segundo a tradição do interior. 

Para ter todos os detalhes e aproveitar as ações da Itens Collections na DW!, acesse a página da marca, no site do festival.

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