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COLEÇÃO DE MÓVEIS FAZ ODE ÀS RAÍZES BRASILEIRAS E AO DESIGN NACIONAL

Buscar na Origem o melhor para construir os próximos passos de uma caminhada. Já são 20 anos de estrada para a Franccino, empresa moveleira dos irmãos Francino que fica em Minas Gerais, mas a história começou antes, com uma loja de mobília para áreas externas em São Paulo. E em 2001 a família fez um movimento que parecia o único possível para estruturar o sonho de “despertar bons sentimentos através de bons móveis”: montou sua primeira fábrica em Cláudio (MG).

Duas décadas depois, a Franccino consolida sua produção sobre três pilares muito bem definidos: design bem feito, materiais de qualidade e um fazer que mistura uma planta fabril que vem sendo melhorada constantemente e a valorização do artesão.

 

Cadeira Teka, leve e confortável, é indicada para uso em ambientes externos e tem a assinatura do designer Zia Costa.

 

Materiais inspiradores

Como conta o designer Zia Costa, um dos primeiros a assinar as peças da marca, a construção de um móvel é feita a muitas mãos. O mineiro da pequena Dores do Indaiá compartilha do ideal da marca e traz na bagagem a vivência do chão-de-fábrica como fator extra para o desenvolvimento de suas criações.

“Um produto pode nascer de várias formas e não existe uma receita de bolo: pode vir de um briefing, uma necessidade, uma inspiração do cotidiano, uma vontade, um conceito ou uma história”, afirma. Para a cadeira Teka, os materiais aplicados com excelência pela empresa foram o ponto de partida: “A Franccino trabalha muito bem o alumínio e a madeira, por isso quis misturar os dois”.

A estrutura leve da cadeira, em metal, ganhou contornos suaves dos pés palito característicos do mobiliário moderno. Para aumentar o conforto, assento e encosto foram construídos em madeira. As cores que remetem à terra e à natureza arrematam o conjunto com justeza.

 

Cadeira Dara, feita para tardes de prosa em ambientes externos, é uma criação da designer Daniela Ferro.

 

Autenticamente brasileiros

No projeto da designer Daniela Ferro, radicada em Curitiba (PR), os materiais foram empregados para criar uma sensação de aconchego extremo, sem que fosse comprometida a eficiência da manutenção do sofá Dara. “O trabalho começou antes da pandemia e o processo foi bastante complexo por força do contexto, mas ficou claro que era ainda mais necessário trazer limpeza visual e formal aliada a um conforto máximo”, explica.

O sofá é uma grande plataforma estruturada em alumínio e madeira com detalhes em couro. Almofadões em módulos que têm lavagem e troca fácil convidam quem usa a deitar e ser envolvido pela maciez. Apesar de ampla, a peça parece flutuar no ambiente.

Assim como para o sofá, as cadeiras Dara tiveram como referência elementos naturais e que reforçam a autenticidade de ser brasileiro. “Não é só o produto e a forma do design que importa, saber de onde vem e quem produz é essencial”, resume Daniela.  A versão outdoor da peça (foto) leva madeira, cordas náuticas coloridas e tecidos com fibras naturais na composição do corpo com braços abertos e assento amplo, que faz jus a longas horas de prosa.

 

Bar Juno, inspirado nas festas do interior, tem desenho simples e preciso assinado pelo designer Bruno Rangel.

 

Cultura popular e o tempo

O interior do país está presente, também, no cerne do trabalho desenvolvido pelo designer Bruno Rangel, que tem suas raízes fincadas em Campo dos Goytacazes (RJ). Para criar o bar Juno, as festas juninas e as bandeirinhas dos trabalhos de Alfredo Volpi (1896-1988) foram o ponto de partida.

“Minhas peças têm sempre uma referência da natureza e/ou da cultura popular.  Quero agregar valor e estimulam um outro olhar. O intuito vai além da função, do produto em si, quero discutir e fazer pensar. Ter o olhar voltado para as coisas que são essenciais, assim como o bom design”, explica.

Juno é um móvel robusto feito de madeira e, à primeira vista, parece um armário simples. Mas são os detalhes que criam o interesse e a singularidade de cada peça fabricada. A parte com vazados tem as ripas chanfradas a 45o  em diferentes sentidos, a fim de criar movimento pela incidência de luz.

Esse detalhe determinou que o processo tivesse a mão do artesão diretamente aplicada para conseguir o efeito projetivo de claro e escuro. Para estruturar o bar, madeira certificada. “A madeira é um material vivo e em constante mudança e amadurecimento. É incrível vê-la tomando outras tonalidades e perceber a sensação da passagem do tempo”, afirma Bruno.

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